sexta-feira, 8 de junho de 2012




"Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos, começa a passar."



CaioFAbreu in Verdade interior - Pequenas epifanias




"...meu corpo sujo gasto exausto batendo feito louco naquela porta que não abria, era tudo um engano, eu continuava batendo..."



CaioFAbreu in Além do ponto - Morangos mofados

quinta-feira, 7 de junho de 2012




"Enlouqueceu mendigando a atenção dele. Certo dia, em Barbados, esbarraram na rua. Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: tranformara-se no símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia apenas dentro dela"




CaioFAbreu in Extremos da Paixão - Pequenas epifanias

terça-feira, 5 de junho de 2012






"Ele exigia liberdade, solidão, desprendimento, descobri depois."



CaioFAbreu in Para não Gritar - Triângulo das Àguas

segunda-feira, 4 de junho de 2012




"Os olhos, ela viu, os olhos tinham mudado. Estavam parados, com uma coisa no fundo que parecia paz. Ou desencanto."



CaioFAbreu in Paris não é uma festa - Pedras de Calcutá

domingo, 3 de junho de 2012





"A visão tardia de encontrar a chave depois da porta ter-se tornado inexistente. A chave inútil pesando em fogo nas mãos e o gesto há muito tempo preparado transformado subitamente em cansaço e desencanto de não ter visto antes.[...]  Nas mãos, a chave achada muito tarde, muito tarde. Tarde demais."




CaioFAbreu in A chave da porta - Inventário do ir-remediável

sexta-feira, 1 de junho de 2012




 
 
"...uma extrema solidão. Como se nunca mais o amor fosse bater na sua porta. A noite está vazia, ninguém se procura mais, ninguém se encontra."



CaioFAbreu in carta à Ruy Krebs